A Importância do leite materno para o bebê

O leite é uma das principais fontes de vitaminas, além de ser uma das bebidas mais consumidas no mundo. O ser humano é um dos únicos mamíferos que consomem leite durante a vida toda, desde seu nascimento até o leito de sua morte. Mas não é por isso que há a necessidade de inserir o leite da vaca logo nos primeiros anos de vida.

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), é ideal acrescentar a bebida a partir do primeiro ano de vida, e de preferência, após o segundo ano. Isso se dá porque a criança, durante este período, está finalizando seu sistema fisiológico e programando o metabolismo para o futuro, e o leite da vaca possui excessos de alguns nutrientes e falta de outros essenciais que são encontrados no leite materno, o que acaba atrapalhando esse processo.

O leite da vaca tem uma quantidade considerável de proteínas, e para o bebê, pode sobrecarregar os rins e aumentar o risco de problemas de obesidade no futuro. Além disso, a quantidade de sódio que o leite bovino possui é elevado para os bebês, o que pode acarretar em problemas arteriais. Também, o cálcio e fósforo ali presentes diminuem a absorção de ferro, que é muito importante para o desenvolvimento infantil, além de evitar anemia.

 

Leite materno importante até aos 2 anos de vida

 

Todos nós sabemos que o leite materno é a principal fonte de alimentação do bebê, mas a maioria não sabe que a amamentação é benéfica em todos os sentidos. Da importância da ligação com a mãe até desenvolvimento cognitivo da criança, são um dos principais fatores para que o bebê tenha o leite materno como a principal fonte de alimento.

Segundo a OMS, é indicado que o bebê tenha contato com o leite materno, imprescindivelmente, durante seus primeiros seis meses de vida, mas a amamentação prolongada até o segundo ano de vida trás, não só para o bebê, benefícios também para a mãe.

Como sabemos, o leite materno é rico em vitaminas e sais minerais que são importantes para o desenvolvimento do recém-nascido. O seu consumo pelas crianças ajuda no desenvolvimento da arcada dentária, e também promove estímulos favoráveis ao desenvolvimento da musculatura da boca e da face. O leite materno contém proteínas que não fermenta tanto quanto ao leite da vaca, o que evita cólicas, e seu consumo também ajuda a evitar que o bebê desenvolva sintomas de asma e aparições de alergias. O leite da vaca está associado ao surgimento de dermatite, rinite, sinusite, bronquite asmática e amigdalite.

Após a fase dos seis meses, é recomendado inserir os primeiros alimentos, de preferência frutas e leguminosas em forma de papinha ou liquida. Antes desse período não é necessário inserir sucos, chás, e nem mesmo água. O leite materno possui todos os nutrientes que o bebê necessita.

 

Fases do leite materno

 

Nos primeiros dias pós-parto, o leite é chamado de colostro. O colostro tem uma coloração mais amarelada e contém muita proteína, pouca gordura e é rico em fatores de defesa. Chega a ser considerado a primeira vacina da criança. Depois de uma semana, aproximadamente, o leite produzido passar a ser maduro, que pode ser identificado como leite anterior e posterior. Neste momento, o leito anterior é produzido no início da mamada e possui grande quantidade de água. Já o posterior, é o final da mamada e é rico em gordura.

 

É importante frisar que, durante a amamentação, tudo que a mãe consome é transmitido para o bebê, por meio da amamentação. O uso de substâncias como drogas e álcool ou medicamentos sem prescrição médica deve ser evitado, pois pode acarretar em sérios efeitos colaterais ao bebê.

DATA
13-04-18
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