Dicas para renegociar o plano de saúde

Uma preocupação muito comum dos diretores financeiros é o controle do orçamento empresarial e a redução de custos da organização e isso inclui os benefícios destinados aos funcionários, como o plano de saúde empresarial.

No entanto, mudanças em qualquer tipo de benefício podem gerar insatisfação dos funcionários, dor de cabeça para quem vai administrá-lo e despesas extras para a empresa, principalmente quando falamos em saúde do quadro laboral. Mas, como escolher um plano que atenda às necessidades dos funcionários e seja saudável para os cofres da companhia?

Essa é uma dúvida comum no momento de renovar o plano de saúde. Nesse momento, é fundamental buscar alternativas para reduzir despesas desnecessárias e renegociar o contrato ativo.

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Uma boa estratégia para reduzir os custos destinados aos benefícios dos colaboradores é rever o contrato, pelo menos, a cada dois anos e realizar novas cotações, a fim de conhecer as opções disponíveis e identificar o produto ideal, que atende as necessidades financeiras da empresa e alcance as expectativas dos colaboradores.

Ao contrário do que muitos pensam, o plano de saúde não funciona da mesma forma que o seguro para automóvel, por exemplo, em que o valor é reduzido com o passar dos anos e o cliente recebe uma série de descontos por fidelização.

Isso porque, os planos de saúde empresariais são reajustados anualmente. Além disso, a operadora atual pode estar com a cobertura defasada em comparação com os concorrentes. Dessa forma, se você possui o mesmo plano de saúde por muitos anos, provavelmente está pagando mais caro por uma cobertura não muito atrativa.

A seguir, você vai descobrir algumas dicas de como renegociar as atuais apólices:


O que é possível negociar com a operadora?

Para reduzir custos, manter a viabilidade e a qualidade do atendimento, é fundamental buscar alternativas e renegociar algumas cláusulas com as operadoras. Dentre as recomendações, estão:

1. Coparticipação

Uma possibilidade é a coparticipação dos colaboradores. Neste caso, o usuário paga um percentual do valor de cada consulta ou exame realizado. O objetivo dessa modalidade é estimular o uso consciente do plano, evitando gastos desnecessários.

2. Descontos na mensalidade

De acordo com o número de colaboradores e dependentes, também é possível pleitear descontos nas mensalidades. É comum que grandes empresas consigam preços melhores, considerando a grande quantidade de usuários.

3. Carência

Nos planos de saúde o prazo de carência é o período, previsto em contrato, entre a assinatura do contrato e a efetiva possibilidade de uso dos serviços pelo segurado.

Os prazos de carências máximos permitidos por lei são:

  • 24 horas para os casos de urgência e emergência;
  • 300 dias para partos (o parto que ocorre antes da 38ª semana de gravidez é considerado um procedimento de urgência);
  • 180 dias para os demais casos (consultas, exames, internações, cirurgias);
  • 24 meses para cobertura de doenças ou lesões preexistentes, aquelas que o consumidor ou seu responsável saiba ser portador quando aderiu ao plano.

Muitas empresas, porém, conseguem negociar para seus funcionários a retirada dos períodos de carência. Geralmente, para grupos acima de 30 vidas, não há carência.

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DATA
06-12-18
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