Câncer de pele – O que é e como se previnir?

Você sabia que o câncer de pele é o tipo de câncer mais comum no Brasil? Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA) surgem, aproximadamente, 175 mil novos casos todos os anos. Além disso, é o câncer com mais incidência nos seres humanos! Estima-se que 1 a cada 4 cânceres diagnosticados surgem na pele.  

Por conta do grande número de casos de câncer de pele em todo o mundo, o Dezembro Laranja foi criado para alertar as pessoas sobre esse tipo de câncer! Também foi estabelecido o dia mundial do combate ao câncer de pele, comemorado no dia 1º de dezembro.  

E é nesse período, entre dezembro a fevereiro, que aumentam os números de casos de câncer de pele! De acordo com os dados da indústria, apenas 32% dos brasileiros fazem o uso de protetor solar. Por isso, todo movimento de prevenção para alertar a sociedade sobre esta doença é válida! 

Acreditamos que toda prevenção pode salvar vidas! Você vai ver ao longo deste material a importância dos métodos preventivos e a importância do diagnóstico precoce da doença! Sinta-se à vontade em compartilhar com seus amigos e familiares! 

Cuide de sua pele! 

Quando o assunto é cuidado com a pele, muitos não tomam precauções para evitar problemas que podem ocasionar sérias complicações. Exposição excessiva ao sol, manchas na pele, aquelas pintas que você percebe que há algo diferente nela, são motivos para nos preocupar e que nos chamam a atenção. 

Um dos principais fatores para o surgimento do câncer pele é a exposição aos raios ultravioletas (UV), que podem causar danos significativos, que vai além de rugas e manchas. Durante as férias, a exposição ao sol aumenta significativamente, e muita gente acaba facilitando para que os raios UV penetrem diretamente na pele sem nenhuma proteção. A falta de proteção enfraquece as camadas da epiderme, o que pode acarretar no surgimento de manchas, escamação, e posteriormente, no surgimento do câncer de pele. 

Existem dois tipos de câncer de pele: o melanoma e o carcinoma.  

O melanoma é tipo mais agressivo e o mais raro, em contrapartida, o carcinoma é o tipo mais comum e menos agressivo. O câncer de pele é tão comum que, segundo os dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), estima-se que no somente no ano de 2019, podem surgir 6,2 mil novos os casos de pessoas com câncer de pele tipo Melanoma, e 165.5 mil novos casos do tipo não melanoma 

Levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS), até 2030 vão existir 75 milhões de pessoas vivendo com a enfermidade, e 17 milhões de mortes decorrentes do câncer pele tipo melanoma. 

O que é câncer de pele tipo melanoma?

O melanoma são células produtoras de melanina, substância que determina a cor da pele. Segundos estudos, é o câncer de pele mais perigoso, pois é a principal causa de mortes e doenças causadas na pele. Os dados relatam que o câncer tipo melanoma é responsável por 5% dos casos de câncer de pele, e causa 45% das mortes de câncer de pele. 

A melanoma surge devido a um crescimento anormal das células que compõem a pele, e aparecem em qualquer parte do corpo, como feridas não cicatrizadas ou em forma de manchas, pintas e sinais. É muito comum surgirem em pessoas brancas, cerca de 2,6% dos casos, e 0,1% em negros.  

Veja também: Cuidados com a saúde no verão!

Melanoma entre os homens  

No ano 2018, a taxa de Melanoma aumentou entre os homens. A estimativa é de 2.920 mil novos casos entre os homens brasileiros, pois são menos cuidadosos e se expõem mais aos raios solares, além de fumarem mais do que as mulheres.

Segundo uma pesquisa feita pelo Instituo Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), 14,8 milhões de homens são usuários de tabaco (dependentes de cigarros). Além do tabagismo ser responsável por mais de 50 doenças, o consumo de cigarro provoca o envelhecimento da pele, e consequentemente, seu enfraquecimento, o que se torna propício para o desenvolvimento do câncer de pele.  

Isso se dá porque o cigarro diminui a circulação sanguínea na pele, conhecida como vaso constrição. Com menor circulação de sangue na camada da epiderme, vão diminuindo as fibras colágenas e elásticas, que dão firmeza à pele. 

A pele fica com uma coloração amarelada e cheias de manchas, fatores cruciais para o surgimento do câncer de pele, principalmente ao redor da boca e dos olhos. 

Melanoma entre as mulheres 

Um estudo feito nos Estados Unidos, indica que o número de casos de mulheres abaixo de 40 anos vem se agravando com a doença Melanoma, devido a uma frequência de uso de câmeras de bronzeamento artificial, que aumenta o risco de câncer. Quanto maior a exposição de raios ultravioletas, maior o índice de desenvolver a doença.

Esses procedimentos foram proibidos pela a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que percebeu um aumento em 75% do risco de desenvolvimento de Melanoma. Segundo dados do INCA, somente em 2018, aproximadamente 80 mil mulheres possam ter tido câncer de pele. O instituto ainda não divulgou os números exatos referente ao ano passado. 

Melanoma entre as crianças 

A proteção precoce é importante para evitar diversas doenças durante a vida. Apesar do baixo índice de câncer de pele em crianças, elas não estão livres da doença. O sistema da derme (pele) tem memória, ou seja, os danos solares são cumulativos.  

O que acontece de lesões na pele devido a exposição solar, queimaduras, se acumulam na camada da derme, que é carregada durante a vida, e aparece na fase adulta.  

Estudos recentes indicam que, devido a essa memória da derme, indicam que se você tenha sofrido queimaduras solares no mesmo local, aumentam a chance de desenvolver o câncer de pele.   

A pele das crianças é muito mais sensível do que a de um adulto, pois é nessa fase que se desenvolve a proteção natural da pele.  Por isso, é sempre importante estar atento à proteção da criança. Na época das férias de verão, redobre a atenção. Não abuse da exposição ao sol e faça o uso do protetor solar conforme a recomendação da faixa etária.  

Caso surja manchas e pintas, desconfie! É nessa fase também que costumam surgir as pintas que carregamos pro resto da vida, e é bom fazer o acompanhamento de um dermatologista. Por via das dúvidas, toda precaução é válida!   

Na terceira idade 

Ao longo da vida, nossa pele passa por diversas transformações fisiológicas. É o órgão que mais sofre com o avanço da idade. Isso se dá pela falta de vitaminas e nutrientes que nosso corpo passa a não aproveitar dos alimentos, além da queda na produção de colágeno, elastina e ácido hialurônico, que são responsáveis pela proteção, elasticidade e glândulas sudoríparas.

Outro fator que interfere é a baixa na produção de secreção pelas glândulas sebáceas, importantes para a respiração, hidratação e oleosidade natural da pele.  

Em conjunto a esses fatores naturais do organismo, aliado a fatores como tabagismo, sedentarismo, exposição excessiva ao sol, consumo de açucares e gorduras, implica diretamente para o desenvolvimento de manchas, marcas e sinais na pele.  

Ao passar dos anos, é bem comum surgirem manchas ao longo do corpo, podendo ser escuras, brancas e acastanhadas, que devem ser acompanhadas de perto por especialistas para identificar o tratamento adequado. 

Outro problema comum entre os idosos, é o surgimento de angiomas, que são aquelas bolinhas vermelhas.  

É indicado que seja realizado uma avaliação geral da pele pelo menos uma vez ao ano com o dermatologista. Para evitar que se desenvolva a doença, torne sua vida mais ativa.  

Recomenda-se que utilize protetor solares ao realizar atividades ao ar livre, mantenha uma alimentação balanceada com proteínas que favorecem a absorção de nutrientes essenciais para a pele, como o colágeno e ômega 3, além do uso de óculos de sol e chapéus e bonés.  

Entenda que, com mais avanço da idade, menos proteção na pele e, consequentemente, maior a probabilidade de surgirem manchas que possam levar ao câncer melanoma.

 Histórico pessoal conta para o desenvolvimento de câncer de pele?

Pessoas que já tiveram uma lesão pré-cancerosa anteriormente, tem a possibilidade de desenvolver o melanoma. Esse processo é chamado de recidiva. Ainda não se sabe exatamente a causa desse fenômeno, mas os especialistas acreditam que ele é causado por alterações imunológicas ou predisposições genéticas individuais.

As células que foram liberadas pelo antigo tumor se espalham pelo corpo através da corrente sanguínea ou linfática, que permaneceram inativas no organismo. Com o tempo, elas têm a probabilidade de voltarem a crescer. 

Como identificar o câncer de pele? 

Quase todas as pintas são inofensivas, mas é importante saber distinguir uma pinta melanoma. A sua forma e cores são distintas, e é fácil de identificar. Se houver uma suspeita, é importante procurar um médico dermatologista para realizar o diagnóstico e exames para comprovar ou não a possibilidade do câncer.

Vale a pena ficar atento! Se você achar alguma anormalidade em sua pele, é melhor se precaver! 

Pintas normais 

As pintas normais são geralmente coloridas, tem seu formato redondo ou oval, no tamanho de 6mm de diâmetro e possuem a coloração: marrom e preta.  

Normalmente essas pintas são de nascença ou aparecem durante a infância com o desenvolver do nosso corpo. 

Sinais de Melanoma 

Normalmente, a Melanoma surge em áreas que são mais expostas ao sol, ou seja, áreas mais sensíveis aos raios ultravioletas. Mas elas podem se manifestarem em qualquer parte do corpo.  

Características:  

  • É uma mancha nova e possui forma irregular, com áreas mais escuras; 
  • No sinal de nascença, ela pode ocorrer uma alteração como a mudança de cor mais escura, seu tamanho aumenta, sua textura se torna endurecida e podem descascar e sangrar; 
  • A mancha pode desenvolver a borda com área ou pontos avermelhados, brancos, azuis, cinzas ou pretos-azulados; 
  • São identificadas geralmente na parte do corpo sob as unhas de mãos ou pés, nas palmas das mãos, plantas dos pés, e nas membranas mucosas. 
  • Coceiras, sensibilidade, inchaços e dor; 
  • Feridas que não cicatriza. 

Essas características também são conhecidas como ABCDE.  

  1. Assimetria – Uma parte da mancha não coincide com a outra metade; 
  2. Borda – As bordas são irregulares, entalhadas ou dentadas; 
  3. Cor – Tons marrons e pretos escuros prevalecem com a áreas brancas, cinzas, vermelho e azul; 
  4. Diâmetro – Tem o tamanho maior que 6mim; 
  5. Evolução – A mancha muda de tamanho, cor e forma conforme seu desenvolvimento. 
Câncer de Pele
Fonte: Minha vida
Câncer de pele

Como o risco aumenta? 

  • Ter a pele muito tempo exposta ao sol é um dos principais fatores para a manifestação da doença; 
  • Se você tiver um histórico familiar com câncer, a probabilidade de você correr o risco é maior;  
  • Pessoas de pele branca e pele clara tem a tendência de contrair a doença; 
  • Uso frequente de bronzeamento artificial, sem acompanhamento de um especialista, pode acarretar no surgimento do câncer. 

Prevenção  

Cuidado com a exposição solar! O câncer de pele pode ser prevenido evitando a exposição diária ao sol, durante os horários das 10h às 16h, já que é o momento em que os raios UV estão mais intensos.  

Mesmo após a esse período, recomenda-se usar proteção adequadas como: óculos escuros (proteção UV), bonés ou chapéus e carregar sempre sombrinhas. Recomenda-se a procura por áreas cobertas que forneçam sombras, como embaixo de árvores, toldos e áreas arejadas que minimizem os efeitos da radiação. 

Não podemos esquecer que a proteção mais adequada é o uso de protetor solarÉ importante aplicar sobre a pele antes de se expor ao sol, assim ele mantém sua pele saudável. A melhor maneira de aplicar é deixar secar durante 30 minutos antes de se expor ao sol. 

Os protetores solares protegem a pele de raios ultravioleta (UVA e UVB) e infravermelhos e por isso não tenha medo de ficar com a pele oleosa, nem ressecada, pois hoje, já existem diversos protetores para todos os tipos de pele e tipos de situações. 

Com o uso diário do protetor, você está prevenindo o envelhecimento precoce da pele, e com ela exposta constantemente ao sol, com o passar dos anos, as fibras de colágeno e elastina, que é responsável pela elasticidade e firmeza da pele, se desgastam de forma mais acelerada.  

Esse fator é conhecido como fotoenvelhecimento, que surgem nos locais expostos cronicamente ao sol. Geralmente afeta a face (rosto), o pescoço, o dorso das mãos, que sãos os locais mais afetados, e seus sinais aparecem como manchas, linhas de expressão e rugas. 

Mas essas alterações da pele variam para cada indivíduo, ou seja, depende da quantidade de melanina na pele, da pré-disposição individual (tipo de pele) e da duração da exposição solar no decorrer da vida.   

Diagnóstico e tratamento  

O diagnóstico do câncer de pele passa pela identificação de profissionais da saúde que identificam as lesões suspeitas decorrentes do câncer de pele. O médico especialista em dermatologista encaminha um exame chamado Biópsia, e o material coletado é encaminhado ao laboratório de anatomia patológica que emite o laudo com o resultado. 

Os casos mais avançados do câncer Melanoma variam de acordo com o tamanho e estadiamento do tumor. É importante ter o conhecimento das opções de, além da cirurgia, a imunoterapia, a terapia alvo, radioterapia e quimioterapia. Em alguns casos, uma combinação desses tratamentos pode ser utilizada para dar continuidade ao tratamento.  

Conheça um pouco mais sobre cada tipo de tratamento existente. 

Cirurgia  

A cirurgia é a opção mais utilizada para a maioria dos casos de melanoma em estágio inicial. A excisão (retirada do local que esteja afetado pelo câncer) é feita com anestesia local e deixa uma pequena cicatriz. Após a retirada, é avaliada a amostra sob um microscópio para verificar de que não existem células cancerosas nas bordas da pele. 

Caso a melanoma tiver localizado na região da face, as margens de cortes poderão ser menores para evitar uma deformação estética. 

Cirurgia de Mohs  

Nesta técnica, a cirurgia é feita com mais delicadeza, pois a pele é removida em camadas muito finas. Feito a retirada da pele e realizada a avaliação, e podendo ter a existência de células cancerígenas, é feito uma nova retirada de camada fina, e assim prossegue até que a camada não mostre mais sinais da doença.  

Essa técnica de Mosh permite que seja removida apenas a pele doente, evitando que os demais tecidos sejam afetados, minimizando assim, o tamanho da cicatriz. 

Amputação 

Neste caso, se a doença desenvolver nos dedos das mãos ou dos pés e estiver em um estágio avançado, é necessário a amputação das partes afetadas.  

Imunoterapia  

A imunoterapia é um medicamento para estimular o sistema imunológico, que serve para destruir as células cancerígenas de forma eficaz. Eles podem ser utilizados no tratamento de pacientes em estágio grave da doença. 

Terapia Alvo 

A terapia alvo é um tratamento compostos por substâncias que foram desenvolvidas para combater as células cancerígenas, bloqueando o desenvolvimento da doença. A terapia promove substâncias que atingem as células para destruí-las. 

Radioterapia  

A radioterapia utiliza radiações para destruir ou inibir o crescimento das células anormais que formam o câncer.  A radioterapia mais utilizada são as eletromagnéticas, conhecidas como: Raios X e Raios gama.  

Quimioterapia 

A quimioterapia é administrada por via venosa. Essa droga atinge as células do corpo combatendo a doença. Porém ela só é utilizada para o tratamento mais avançados de melanoma e geralmente não é tão eficaz, mas pode aliviar os sintomas e aumentar a sobrevida de alguns pacientes. 

 Prognóstico 

O tratamento do melanoma pode causas diversos efeitos colaterais, e a mudanças de hábitos podem ajudar a ter uma saúde saudável. É importante seguir as orientações médicas! 

Evite comer alimentos gordurosos, manter uma dieta equilibrada é essencial para ótimo funcionamento do seu organismo, dormir o suficiente ajuda o corpo recuperar as energias. Desta forma, ter uma ótima noite de sono é recomendado para prevenir a ansiedade e depressão. 

Devido ao estresse do tratamento, pode ocorrer a queda de cabelo. Mas nem todos os medicamentos de quimioterapia causam a queda. É importante o médico alertar para os efeitos colaterais esperado durante o seu tratamento. 

Vacina contra o câncer de melanoma está sendo desenvolvida!

De acordo com matéria publicada pelo portal G1, um grupo de pesquisadores brasileiros, estão desenvolvendo uma vacina contra o câncer de pele, e obtiveram bons resultados com os testes que realizaram em camundongos.  

A vacina consiste em modificar as células tumorais para que produzem imunomoduladores, para estimular as células de defesa do organismo combatendo o câncer. 

Os pesquisadores relataram a possibilidade de curar o câncer 

Os experimentos em animais tiveram resultados positivos, através de diferentes combinações de células tumorais geneticamente modificadas com os animais curados, e apresentaram uma resposta duradoura.  

A ideia era injetar células tumorais nos animais em situações semelhantes ao que acontece com as pessoas que desenvolveram a doença e estão em estágio altamente agressivo. 

Os testes mostraram resultados positivos! Os camundongos que receberam a vacina, conseguiram responder ao câncer, e alguns animais o tumor foi eliminado completamente. 

No futuro  

Com os resultados positivos, os pesquisadores vão testar em tecidos humanos proveniente de amostras clínicas de pacientes, removidas em cirurgias para avaliar o desempenho in vitro

Esse trabalho vem sendo conduzido no Laboratório Nacional de Biociência (LNBio) do Centro Nacional de Pesquisas em Energia e Materiais (CNPEM). A brasileira Andrea Johanna Manrique Rincón, está na frente de todas essas pesquisas junto ao auxílio do coordenador e pesquisador Marcio Chaim Bajgelman. 

Os resultados e testes foram publicados na revista cientifica “Frontiers of Immunology”. 

Como conviver com melanoma 

 Pacientes com melanoma retirados 

Os pacientes que tiveram o melanoma removido (caso de cirurgias da pele), devem tomar cuidados redobrados! Ao mesmo tempo em que o paciente se sente aliviado com a retirada do câncer, ele tem o estresse maior devido a preocupação de uma recidiva ou metástase, que é quando o câncer acaba se espalhando para outras partes do copo.  

Sem o acompanhamento médico e atenção aos cuidados com sua pele, a probabilidade de a doença surgir é maior.   

Pacientes com melanoma curado 

Quando o tratamento termina e o paciente se encontra com restabelecimento da saúde completa, os cuidados essenciais com a pele e o uso diário do protetor solar ajudam na prevenção.  

O acompanhamento médico é importante para ter sempre o controle de sua saúde. É recomendado manter uma dieta equilibrada, não fumar e evitar se expor ao sol. 

Quem teve câncer de pele pode ser doador? 

Milhares de pessoas estão na fila de espera aguardando uma doação de órgão e de sangue, seja por alguma doença grave, acidentes, entre outros. Porém, não há doadores suficientes para o número de pessoas que estão aguardando por um órgão, ou esperam por uma transfusão de sangue.  

No final do ano passado, o Governo Federal fez uma campanha para que as pessoas doassem sangue, pois a quantidade de sangue estocado nos bancos de doação estavam abaixo do que precisava.  

Mas será que você pode se tornar doador caso tenha adquirido câncer de pele? Antes de responder a essa pergunta, você precisa saber que há dois tipos de doação:  

  • doação em vida; 
  • doação em óbito. 

A doação em vida pode ser realizada doando órgãos como rim ou um pedaço do fígado, desde que estejam em boas condições. 
 
Já na doação em óbito, para estar apto, é necessário que você informe sua família. Se o órgão estiver em boas condições, ele pode ser doado a quem precisa!  
 
Agora, vamos ao caso específico daqueles que tiveram câncer de pele: 

Doação de sangue 

Pessoas que tiveram melanoma ou qualquer outro tipo de câncer não pode doar sangue. Isso se dá ao fato de que a doença pode atingir algumas células e permanecerem no sangue, mesmo que a doença não se espalhe para outros órgãos do corpo.  
 
É claro que existem algumas exceções:  
 
Caso tenha desenvolvido o câncer de pele tipo carcinoma basocelular superficial, pode ser doador de sangue. Mas antes, será necessário um pequeno exame para verificar a qualidade sanguínea e se o tratamento foi realizado com sucesso. 
 

Doação de órgãos

Assim como no caso de doação de sangue, pessoas que desenvolveram o câncer de pele tipo melanoma não podem ser doadoras. Por si só, o histórico de melanoma impossibilita a doação de órgãos mesmo sem terem sido atingidos pelo câncer.  

No mesmo caso para a doação de sangue, pode correr o risco de algumas células cancerígenas permanecerem no organismo, mesmo após a remoção da área afetada pelo câncer.  

Porém, não é o fim do mundo! Há outras formas de ajudar ao próximo: campanhas de incentivo, voluntariado, divulgação de informações. 

Faça o Autoexame e identifique sinais de alerta

Todos os sinais que o nosso corpo dá serve de alerta para ficarmos atentos a eles. Claro que, nem todos os sinais, são provenientes de problemas com nosso organismo. Muitas vezes pode ser um desgaste físico, cansaço ou até mesmo estresse. 

Existem várias maneiras de identificar precocemente a doença. Uma delas é a realização do autoexame.  

Provavelmente você nem fazia ideia de que é possível fazer uma análise própria de sua pele, para identificar a possibilidade de algum sinal se tornar um câncer. É um método muito simples para detectar o câncer de pele, incluindo o melanoma. 

Como identificar o câncer de pele pelo corpo?

É preciso estar atento à alguns fatores que podem identificar a possibilidade de um câncer: 

  • Manchas que coçam, descamam, ou que sangram; 
  •  Sinais ou pintas que mudam de tamanho, forma e cor; 
  • Feridas que não cicatrizam em 4 semanas. 

Além disso, é preciso ter o conhecimento do método ABCDE, já explicado neste conteúdo. 

Como fazer o autoexame? 

  1. Em frente a um espelho, fique de braços levantados, examine seu corpo na parte da frente, na parte das costas, e dos lados esquerdo e direito; 
  2. Dobre os cotovelos e observe atentamente as mãos, antebraços, braços e axilas; 
  3. Observe a região das pernas e a região genital; 
  4. Sente-se e examine a planta e o peito do pé, assim como entre os dedos; 
  5. Na parte da cabeça, com auxílio de um espelho, uma escova ou secador, verifique o couro cabeludo, assim como a orelha, a nuca e o pescoço; 
  6. Para finalizar, examine a região lombar e as nádegas; 

Caso tenha encontrado algo suspeito, procure um médico especialista para que possa avaliar o local, e posteriormente, tomar as providências médicas caso seja positivo. 

Depilação a laser pode causar câncer de pele? 

Nos dias de hoje, em que a vaidade e a aparência são uma das principais preocupações do brasileiro, se tornou comum as pessoas irem em clínicas de estéticas para a realização de algum procedimento. 

Popular entre as mulheres e até mesmo no público masculino, a depilação a laser é um desejo da grande maioria que se preocupa com a parte estética, e até mesmo, há aqueles que dizem utilizar da técnica pela parte higiênica, por conta da quantidade de pelo que há no corpo. 

Mesmo sendo uma técnica efetiva, será que ela pode fazer mal à nossa pele? 

A depilação a laser cauteriza a raiz dos pelos escuros e grossos, impedindo que os folículos produzam novos fios. É um método simples, porém demorado. Geralmente, para atingir toda a área da região onde será executado o procedimento, são necessárias 3 ou mais sessões.  

Após ao procedimento, a área costuma ficar dolorida, com uma sensação de queimação, mas ainda assim, é mais confortável do que a depilação a cera. 

Porém, o procedimento estético não pode ser realizado sob pintas, regiões com manchas e mucosas, pois podem mudar a coloração ou causar queimaduras na pele. 

Mas não se preocupe! O laser, diferente dos raios UV, não muda o material genético do corpo, e consequentemente, a probabilidade de causar câncer é baixa.  

Como o laser age na pele? 

O laser tem afinidade com pigmentação escura (melanina), e quando encontra um pelo escuro e grosso, age de maneira que o elimina naquela região aplicada. Mesmo em pessoas de pele escura, há laser específicos que age da mesma forma, procurando a pigmentação escura do pelo.  

Mas, como todo procedimento estético, exige o manuseio de um profissional e material adequado ao registro da Anvisa. Se usado de maneira errada, o laser pode causar queimaduras, manchas e inflamações.  

É recomendado que, após a realização da depilação a laser, evite o contato direto com o sol e faça o uso de bloqueador solar, pois a área exposta ao laser fica sensível, e pode perder temporariamente, a proteção natural da pele. 

Tipos de raios Ultravioletas – Inimigos ou aliados da pele? 

Como você já sabe, a pele é formada por camadas conhecidas como derme, hipoderme e endoderme. Elas são responsáveis pela regulação da temperatura, proteção e sensibilidade do organismo.  

Para entender qual a ação dos raios UV em nossa pele, é preciso entender qual a função de cada camada da nossa pele! 

  • Epiderme: é a camada superficial da pele, que está em contato com o meio ambiente. Sua textura e espessura varia para cada região do corpo, sendo mais fina na palma da mão e mais grossa na sola do pé. 
  • Derme: a derme é a camada intermediária da pele, onde se encontra os vasos sanguíneos, linfáticos, terminações nervosas, folículos pilosos (pelos) e sebáceas. Nesta camada, há a presença de elastina e colágeno; 
  • Hipoderme: esta é a camada mais interna da pele, e é constituída por células adiposas, fibras de colágeno e vasos sanguíneos. Tem como principal função proteger nossos órgãos das variações externas, e fixá-los à pele. 

Conforme cada camada da pele, os raios UV atingem e acometem algum tipo de problema em exposição excessiva ao sol. Existem 4 tipos de raios UV: Ultravioleta A; Ultravioleta B, Ultravioleta C, e a Infravermelha.  

Ultravioleta A: é o raio que incide sobre a Terra ao longo do dia, responsável pelo bronze que pegamos em dias de calor, além de estimular a produção da vitamina D. Como o raio UVA tem alto poder de penetração em nossa pele, a exposição excessiva ao sol pode danificar as fibras elastinas que sustentam a pele e as células.  

Alerta: em excesso, acelera o envelhecimento da pele e aumenta o risco de câncer e catarata; 

Ultravioleta B: este tipo de raio UV incide sobre a terra principalmente entre os horários da 10h e 15h. O raio tipo B penetra pouco na pele produzindo vitamina D ao nosso organismo.  

Porém, em excesso pode queimá-la, deixando avermelhada e inchada. Da mesma forma que o raio UVA, também acarreta no ressecamento e envelhecimento da pele.  

Alerta: O perigo do câncer é maior! Em abundância, o raio tipo B pode modificar o material genético das células da pele, fazendo com que se multipliquem de forma descontrolada. 

Ultravioleta C: O raio tipo C penetra profundamente na pele, podendo causar sérios danos a nossa saúde, como o desenvolvimento de cânceres e tumores. A maior parte do raio ultravioleta C é barrado pela camada de ozônio que envolve a Terra.  

Por conta da destruição da camada de ozônio decorrente do aquecimento global, a incidência de raios UV tipo C tem aumentado consideravelmente. Por isso, se proteja corretamente! 

Alerta: desenvolvimento de câncer e tumores, que, em casos graves, pode acarretar em níveis malignos das doenças. 

Infravermelha: o raio infravermelho compõe 50% dos raios solares e tem baixo grau de intensidade. O infravermelho tem sido muito usado para tratamentos de tendinite, artrite, bursite, entre outros, pois estimula o fluxo sanguíneo aliviando as dores ocasionadas pelas doenças crônicas. Além disso, também ajuda na regeneração do tecido, estimula o sistema imunológico, e diminui a fadiga.  

Por outro lado, há estudos que apontoam o raio infravermelho como sendo aditivo para os raios UV, podendo gerar radicais livres que levam à alteração do colágeno contribuindo para o envelhecimento da pele, e em casos de desenvolver fatores que ocasionam o câncer de pele.  

Alerta: assim como no caso da depilação a laser, é contraindicado realizar procedimentos com o infravermelho em pessoas com sensibilidade térmica, que tenham alergias ou irritações na pele. 
 

Alergia pode aumentar o risco de desenvolver câncer de pele? 

A pele é o maior órgão do nosso corpo e é a primeira camada de proteção, e está suscetível a uma série de alergias, devido ao contato com poluição, bichos, roupas, outras pessoas, e suor.  

Existem três tipos de alergia: 

  • Urticária alérgica: é o tipo mais comum, e aparecem na forma de placas avermelhadas em qualquer parte do corpo causando coceira;  
  • Angioedema: se manifesta também com manchas vermelhas que causam coceira. Se difere por atingir mucosas e camadas mais profundas da pele, com sintomas de cólicas abdominais, dificuldades para respirar, dor, calor, inchaço nos lábios, em torno das mãos, pés, olhos e genitais; 
  • Dermatite de contato: como o próprio nome diz, é desencadeada pelo contato da pele com alguma substância que provoca reação na pele, que desencadeia com o surgimento de placas avermelhadas, bolhas, inchaço, queimação e ressecamento da pele. 

Mas, a alergia pode facilitar o desenvolvimento do câncer de pele?  

Em matéria publicada pelo jornal britânico Daily Mail, pesquisadores dinamarqueses descobriram que as alergias ajudam na prevenção do câncer de pele.  

Como isso acontece?  

A pesquisa identificou que pessoas que desenvolveram algum tipo de alergia, foram menos propensas a desenvolverem a doença. Isso se dá pelo fato de o sistema imunológico ser mais sensível em relação àqueles que dificilmente desenvolve algum tipo de alergia. 

Segundo a pesquisa, o sistema imunológico de pessoas alérgicas combate qualquer substância que entre em contato com a pele e com o nosso corpo, conhecido de imunovigilância.  

A pesquisa ainda está em andamento, e pretende divulgar novos resultados em relação à alergia e câncer de pele. De qualquer forma, é bom ficar atento caso tenha propensão a ter alguma alergia, faça o acompanhamento de um dermatologista. 

Doenças que podem acarretar o câncer de pele 

 A melanoma se desenvolve devido a radiação ultravioleta (UV) proveniente do sol, que danifica as células da pele (DNA) que causa a doença, e existem outros fatores que ajudam a acarretar essa doença. 

Esses fatores ainda estão sendo estudados e analisados por  médicos e cientistas da área, que alertam seus pacientes sobre a relação das doenças desenvolverem o câncer de pele.  

Relação entre Parkinson e melanoma 

Um estudo publicado por Mayo Clinic Proceedings, nos Estados Unidos revelou que pacientes que sofrem de Parkinson têm maior risco de desenvolver melanoma, ou seja, existe uma relação perigosa entre eles.

A causa ainda é desconhecida, mas existe um grupo de cientistas e médicos especialistas, que estão analisando o que potencializa o desenvolvimento de câncer do tipo melanoma em pacientes com Parkison.

Pesquisadores analisaram o histórico médico dos pacientes americanos e chegaram às seguintes conclusões: 

  • Parkinsonianos estão 3.8 vezes mais sujeitos a desenvolver melanoma; 
  • Pacientes com melanoma tem o risco 4.2 vezes maior de desenvolver Parkinson. 

Endometriose umbilical 

A endometriose é a presença de endométrio, que são tecidos que revestem a parte interna do útero. A endometriose umbilical se desenvolve na região do umbigo, causando dor e sangramento durante o período menstrual da mulher. 

Há estudos que associam a endometriose de cicatriz umbilical com a melanoma, devido a um nódulo chamado granuloma piogênico, hérnia e pênfigo vegetante que são grupos de doenças autoimunes. Devido a essas lesões, podem desenvolver o câncer melanoma.

Câncer de pele Não melanoma

Agora que você já sabe o que é o câncer de pele tipo melanoma, quais as suas consequências e como tratar a doença. Agora, é necessário entender porque o câncer de pele é o tipo de câncer que mais atinge os brasileiros. 

Como já abordamos nesse material, existem dois tipos de câncer de pele: 

Melanoma e não melanoma. 

O primeiro, é o mais grave. Já o segundo é menos agressivo, porém é o tipo que mais dá nos brasileiros, justamente pela falta de atenção e proteção, e o excesso de exposição ao sol.

Por esses fatores, e pelo desenvolvimento do tipo não melanoma, trazem esses números exorbitantes de caso de câncer de pele: 

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA) surgem, aproximadamente, 175 mil novos casos todos os anos. Além disso, é o câncer com mais incidência nos seres humanos! Estima-se que 1 a cada 4 cânceres diagnosticados surgem na pele.  

Cuidado! Sua pele é a primeira e principal proteção do corpo!  

O que é câncer de pele não Melanoma?

O câncer de pele tipo não melanoma é o câncer mais comum, que ocorre principalmente em pessoas de pele clara, sensíveis à exposição solar. Geralmente apresentam apenas crescimento no local e não cicatrizam ou se curam sem um tratamento adequado. Ao longo do tempo causa má deformação, dor e sangramento. 

Apesar de não oferecer nenhum risco de morte, no Brasil está qualificado como tumor mais frequente entre as pessoas. Se não tratado adequadamente, pode deixar marcas bastante expressivas. 

Estatísticas analisadas em 2018 pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA), relata que no Brasil, o número de novos casos chega a 165.580, sendo 85.170 entre os homens e 80.140 entre as mulheres.  

O câncer de pele não melanoma apresenta dois tipos de linhagem, sendo Carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular

A seguir, explicaremos a diferença entre esses dois tipos de câncer não-melanoma! 

 Carcinoma basocelular (CBC) 

O Carcinoma basocelular, também conhecida como basalioma, apresenta crescimento tardio, que dificilmente ocorre metástase – que acontece quando as células viajam através da corrente sanguínea ou de vasos linfáticos para outras partes do corpo.  

Com os dados apresentado pela indústria, o carcinoma é o tipo de câncer de pele mais comum entre as pessoas, representando cerca de 95% de todos os casos de câncer de pele.  

Como ele surge? 

Essas células habitam as regiões mais profundas da epiderme, são arredondadas e conhecida como células basais. Geralmente surge como pequenas manchas que crescem lentamente ao longo do tempo e não representam nenhum risco a outros órgãos além da pele.  

A exposição solar é um dos fatores mais comum para provocar os danos que resultam em no CBC. Quanta maior frequência a exposição no sol, maior o risco do surgimento da doença.  

Dados científicos relatam que 80% dos cânceres de peles se desenvolvem a partir dos carcinomas basocelulares. 

É raro se desenvolver em áreas não expostas, mas é importante prevenir outras áreas do seu corpo. É como surgir em áreas com exposição diárias ao sol, especialmente na face (rosto), orelhas, pescoço, no couro cabeludo e ombros.  

 O carcinoma basocelular é dividido em 7 grupos 
           

  • Nodular: Usualmente se apresenta como uma pápula colorida (é uma lesão que acontece na pele, é caracterizada por mudanças na cor e na textura da pele, podem estar associada como crostas ou escamas). Ela á formada por largas ilhas tumorais, seu formato é arredondado ou ovais, e são mais comuns. 
  • Cístico: Muito parecido com o formato NodularA diferença entre eles é há excreções no centro cístico (área afetada). 
  • Pigmentado: O câncer tem a tonalidade escura, podendo ter a coloração marrom ou preto. Devido aos acúmulos de melanina, ela tem a semelhança com o câncer melanoma, e isso torna mais difícil de diferenciar. o que faz distinguir uma da outra são as pigmentações dentro dela. 
  •  Morféico: Suas células induzem a proliferação de fibroblastos, célula constituinte do tecido conjuntivo e tem a função de formar uma substância fundamental amorfa. Ele apresenta em um formato de uma cicatriz que raramente sofre ulceração, e em alguns casos o tratamento pode ser difícil. 
  • Superficial: Sua forma lembra um eritema (apresenta patologias caracterizado por um rubor da pele ocasionado pela vasodilatação capilar), e geralmente não é elevado. 
  • Micronodular:Ele tem aparência do nodular, porém seus agrupamentos celulares são pequenos e é agressivo, podendo se espalhar com maior frequência aos arredores da área doente. 
  • Infiltrativo:É comum e agressivo, porque as células basolóides se infiltram entre os colágenos (substância que dá sustentabilidade e rigidez à pele). 

 Exposição solar ocupacional 

Considerando que a carga horária dos trabalhadores no Brasil é de 44 horas semanais, profissionais que trabalham frequentemente expostos a radiação solar, ou seja, ao ar livre, como: salva-vidas, agricultores, construtores civis, agentes de limpeza e entre outras profissões que ficam expostos aos raios solares, tem mais chance de desenvolver o câncer de pele não melanoma do tipo carcinoma basocelular. 

Segundo dados do Inca, chega a 90% a probabilidade desses profissionais sofrerem com os sintomas do câncer de pele não-melanoma.  

O Ministério do trabalho ressalta que “todos têm o direito a conhecer os riscos das suas atividades e o empregador tem o dever legal de informá-los sobre os riscos e a forma de controle”.   

Para esses profissionais, o protetor solar não é considerado um item de equipamento de proteção, mas seus os gestores e empregadores têm o dever e a obrigação de alertar seus funcionários sobre os riscos que eles podem sofrer. 

Tratamento (CBC) 

Esta doença raramente se espalha para outras partes do corpo, mas ela pode se desenvolver em tecidos adjacentes se não for tratada. Existe algumas técnicas de tratamento para remover ou destruir estes tumores.  

Para ter tratamento adequado, vai depender do estágio em que a doença se encontra, e qual o grau do tamanho do tumor está atualmente. Após analisar esses fatores, o especialista irá definir qual o método eficaz para aplicar no paciente. 

Todos os métodos são seguros, e a taxa de ressurgimento é mínima. Varia de 5% para cirurgias de Mohs, e até 15% para outras técnicas.  

Cirurgia 

Existem três tipos de cirurgia que podem ser usadas para o tratamento CBC. São elas: 

  • Curetagem e Eletrodissecação: é utilizada para carcinoma de células basais, menores que 1cm de diâmetro; 
  • Excisão Simples: uma excisão simples é juntamente removida com uma margem de pele normal; 
  • Cirurgia Micrográfica de Mohs:Esta técnica tem a melhor taxa de cura para carcinoma. Geralmente é usada para tumores grandes localizadas na região dos olhos, testa, dedos e áreas genitais. 

Radioterapia 

Esse tratamento é uma boa opção para pacientes mais velhos ou em casos de tumores localizados nas pálpebras, áreas que podem ser difícil de  tratar cirurgicamente.  

Imunoterapia – Terapia fotodinâmica – Quimioterapia 

Muitas das vezes estes tratamentos são utilizados em casos de tumores superficiais. Após o tratamento, é necessário acompanhamento médico por que esses métodos de terapias não destroem as células cancerígenas mais profundas. 

Criocirurgia 

Ela é um processo bem simples. É usada para carcinomas basocelulares pequenos, utilizando gases em baixa temperaturas e nitrogênio para destruir lesões. 

Terapia alvo em Carcinoma basocelular de estágio avançado  

A terapia alvo é apenas utilizados em casos onde a doença se espalha no corpo ou não podem ser curadas através de cirurgias  e radioterapias.  

Esse tratamento com vismodegib (medicamento próprio para CBC) podem reduzir ou retardar o crescimento. O uso desse medicamento é feito diariamente via oral conforme a prescrição médica. 

O carcinoma basocelular pode se tornar um melanoma? 

O carcinoma basocelular não pode virar um melanoma, por que todos os tipos de cânceres são divididos em tipos de estruturas diferentes do corpo.  

O CBC tem origem nas células basais e o melanoma dos melanócitos (células produtoras de melanina localizadas na camada superior da derme que formam o pigmento). 

Convivendo com carcinoma basocelular. 

Após o diagnóstico, durante o período do tratamento, o paciente deve tomar alguns cuidados como:  

  • evitar a exposição solar e não esquecer de utilizar filtros solares;  
  • usar óculos de sol, chapéus e outros acessórios que ajude a evitar a radiação;
  • em alguns casos o paciente precisara de pomadas contendo antibióticos para evitar e tratar infeções. 

Carcinoma Espinocelular (CEC) 

O carcinoma espinocelular é o segundo tipo de câncer de pele mais comum (depois do carcinoma basocelular). Ele também é conhecido como células escamosas, que podem ocorrer em todas as pastes do corpo.  

É possível que chegue até as membranas mucosas, principalmente localizada na área externa lábios (quando ocorre na área interna da boca ou genitais não há associação com os raios ultravioleta, eles são proveniente de vírus e tabagismo). 

Ela também se desenvolve em áreas expostas ao sol, atingindo a face (rosto), pescoços, braços e couros cabeludos. Nessas regiões, a pele apresenta sinais deos danos solares, causando enrugamento, perda de elasticidade e mudanças na pigmentação.  

Entre outros fatores de riscos estão: feridas crónicas, doença de Bowen e cicatrizes na pele. 

Ceratoses Actínicas – Solares 

ceratose actínicas é comum em pessoas mais velhas e idosos de pele mais clara, porque são mais suscetíveis a desenvolver a doença.  

Em caso de pessoas jovens, acontece quando o sistema imunológico enfraquecidos por quimioterapias, AIDS, transplantes ou exposição solar.  

Embora seja uma lesão pré-cancerígena, apenas 10% evoluem para o carcinoma espinocelular.  

De acordo com os dados da indústria, de 40% a 60% dos carcinomas começam por causa da ceratoses não tratadas. 

Queilite Actínica 

A Queilite actínica é uma doença pré-maligna que desenvolve nos lábios inferiores em pessoas com meia-idade e pele clara, que se expõem constante à radiação solar. 

A doença se desenvolve lentamente. Os primeiros sintomas são a perda de nitidez do contorno do lábio com a área pálida e tons escuros na interface, deixando um vermelhão apenas no local.  

Em casos onde o estágio se encontra mais grave a doença pode levar ao carcinoma escamocelular no lábio. 

Leucoplasia 

Não é um câncer, mas pode se transformar em um. Este fator de risco pode acontecer devido a persistência da lesão por tempo prolongado. A doença é uma mancha ou placa branca que surge na boca e não é possível remover com raspagem. 

A causa é devido ao hábito de fumar, sendo por isso mais comum em fumantes. O tratamento pode ser feito com medicamentos como: retinoides, betacaroteno e bleomicina.  

Existe a possibilidade de tratamentos cirúrgicos, como a remoção a laser. 

BOWEN 

No Brasil não há dados precisos sobre a incidência da doença, geralmente ela surge com pessoas acima de 70 anos de idade e do sexo femininos. 

Da mesma forma que ocorre com outros carcinomas de células escamosas, a radiação solar ultravioleta é o principal fator de risco para o desenvolvimento da doença. O processo é lento, e pode ocorrer dor no local, irritação e sangramento, podendo até ser confundida com a doença: psoríase ou eczema. 


Entendemos que todas as informações são ações preventivas contra doenças. Por isso, sinta-se a vontade em divulgar com seus amigos e familiares!

DATA
28-01-19
CATEGORIAS

COMPARTILHE