Dia Mundial do Câncer

O Dia Mundial de Combate ao Câncer é celebrado anualmente em 4 de fevereiro visando aumentar a conscientização sobre o câncer e incentivar sua prevenção na fase de descoberta, possibilitando assim que as pessoas tenham o tratamento ideal. Segundo a OMS, são mais de 18 milhões de novos casos registrados em 2018. No mesmo período, no Brasil estima-se 600 mil. Entretanto, existe a possibilidade de que esses números sejam ainda maiores.

O motivo?

As bases de dados sofrem com falta de notificações e atraso nas informações. 

Diante desse cenário, diversos órgãos promovem campanhas por todo o país com o objetivo de avaliar os hábitos de vida da população. Claro, trata-se de um primeiro passo para que haja maior conscientização e redução da doença em várias situações – sobretudo, naqueles denominados como cânceres evitáveis.

Prevenção é para todos

De acordo com organizações internacionais da saúde, existe um alerta sobre os países emergentes. A justificativa? São os países que mais registrarão aumento no número de casos, com um salto de até 62% em 2040. E dentro da comunidade científica, já existe um consenso: hábitos saudáveis e consultas regulares diminuem os riscos da doença. No entanto, este é o grande fator crítico que responde pelo aumento das estatísticas nos países em desenvolvimento. Afinal, os tratamentos não são acessíveis para todos, tanto pelo custo elevado, quanto pela qualidade e estilo de vida adotada por parte significativa da população.

De acordo com médicos oncologistas, realizar exames periódicos é uma atitude essencial para prevenir a doença. Evidentemente, tais medidas não eliminam por completo a chance daqueles que são acometidos pelo fator hereditário. Porém, contribui para não potencializar ainda mais as possibilidades do surgimento da doença. Dependendo do caso de câncer existente na família, o ideal é que exames sejam feitos anualmente, de dois em dois anos, ou a cada cinco anos (em acompanhamento de um especialista). Ou seja, ficar atento aos sinais e ao tempo necessário entre cada exame, varia de acordo com o fator de risco pessoal.

Compromisso pela redução de risco

Conhecer seu corpo é fundamental, por isso fique atento aos sinais e caso note alterações, busque orientação médica para realizar, quem sabe, um diagnóstico precoce. Como já sabemos: quanto mais cedo a doença for diagnosticada, maiores serão as chances de cura.

Por outro lado, em se tratando da gestão da saúde no ambiente do trabalho, é fundamental que as empresas também assumam sua parcela de responsabilidade e adotem campanhas de incentivos e conscientização destinada aos seu quadro de funcionários. Por quê? Não obstante, cerca de um terço dos casos de câncer estão relacionados aos cinco principais riscos alimentares e comportamentais. São eles: alto índice de massa corporal, baixo consumo de frutas e vegetais, falta de atividade física, uso de álcool e tabagismo.

Para tanto, temos algumas orientações sobre esse tema, com dicas que podem servir como campanhas de conscientização, inclusive por meio de programas de medicina preventiva no âmbito corporativo.

Disponibilizado pelo portal FEMAMA¹ no Dia Mundial do Câncer

No Brasil, ainda temos muitos desafios a serem vencidos. Apesar dos avanços da medicina para o rastreamento, a morosidade para obter o diagnóstico correto e iniciar o tratamento adequado, afasta os pacientes do sistema público da cura. De acordo com dados do TCU (Tribunal de Contas da União), pacientes com câncer esperam em média 200 dias até receber seu diagnóstico — condição que tende a impactar negativamente no orçamento do governo e dos planos de saúde.

Novas perspectivas

Com o objetivo de manter o projeto iniciado pelo Dia Mundial do Câncer, uma iniciativa político-legal vem sendo conduzida nos últimos cinco anos pela FEMAMA, juntamente a sua ampla rede de ONG’s. Trata-se da Lei dos 30 dias, que estabelece que os exames necessários para a confirmação do diagnóstico de câncer sejam realizados no SUS no prazo máximo de 30 dias.

A lei foi sancionada em outubro de 2019 pelo vice-presidente Hamilton Mourão e entrará em vigor em abril de 2020. Conquistado o direito no papel, é preciso fiscalizar para garanti-lo também na prática, visto que nenhuma regulamentação costuma dispor de infraestrutura de imediato. Por outro lado, norteia as prioridades e esforços governamentais no que tange ao diagnóstico e tratamento do câncer.

Percebe-se assim que, diante de toda esta realidade, existem perspectivas positivas. Afinal, o propósito de tal investimento, controle e transparência em médio prazo, no final das contas, acaba sendo um só: salvar vidas.

Fonte: ¹ Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama / OPAS(OMS): Pan American Health Organization (2017).

DATA
31-01-20
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