Síndrome de Burnout: esgotamento no trabalho pode ser evitado

Prazos apertados, pressão por resultados, opiniões divergentes… esses são cenários comuns no ambiente corporativo, que contribui para uma condição chamada Síndrome de Burnout.

Ela é uma das consequências do atual ritmo de trabalho no mercado, que é marcado por tensão emocional e estresse crônico.

Com a alta competividade e demanda constante por redução de custos e aumento dos lucros, as equipes têm se tornado mais enxutas e muitos profissionais acabam ficando sobrecarregados.

O acúmulo de funções e a cultura multitarefa tem aumentado o estresse no ambiente de trabalho, no qual os funcionários precisam mostrar cada vez mais disposição e agilidade. Esse cenário tem feito com que muitos profissionais sintam ansiedade e pressão para manter seus empregos.

De acordo com uma pesquisa realizada pela International Stress Management Association (ISMA-BR) no Brasil com profissionais das áreas de finanças, indústria e saúde, 89% dos entrevistados responderam ter sintomas físicos de dores musculares, incluindo dor de cabeça, enquanto 72% relatam cansaço e 39% distúrbios do sono.

Além disso, de acordo com estimativas da OMS, problemas relacionados ao estresse e depressão serão o principal motivo de afastamento do trabalho, até 2020. Esses dados mostram a importância de incluir a saúde mental nas estratégias de saúde ocupacional.

Os malefícios não param nas dores físicas, eles também afetam a saúde emocional, causando ansiedade, angústias, estresse e irritação, o que acaba interferindo na produtividade do trabalho.

A síndrome de burnout é uma dessas doenças atuais que tem afetado muitos profissionais no mundo todo e ela ocorre quando os profissionais são expostos a condições de trabalho desgastantes.

No entanto, como saber se o estresse está fora do normal?

Se você está sempre acelerado e se sente esgotado pelo estresse, temos um sinal vermelho: estar constantemente fatigado, irritado, agressivo, sentindo muita dificuldade para produzir e se concentrar são indícios de que o estresse já foi longe demais e começou a prejudicar sua saúde mental.

Além disso, seu corpo também passa a emitir alertas: dores musculares, dores de cabeça frequentes e problemas para dormir são os primeiros sinais de que você está exausto de tanta tensão.

Em alguns casos, esses sintomas podem evoluir para um quadro de baixa autoestima, depressão e até contribuir para o surgimento de doenças crônicas. Esse nível extremo de fadiga pode ter chegado a um quadro de Síndrome de Burnout. Saiba como identificá-la a seguir!

O que é a Síndrome de Burnout?

A síndrome de Burnout ou síndrome do esgotamento profissional é geralmente desenvolvida como o resultado de um longo período de esforço excessivo no trabalho e pouco tempo para recuperação físico-emocional, levando a um cansaço intenso.

O profissional apresenta hábitos como:

  • Dedicação exacerbada ao trabalho e sobrecarga;
  • Negligência com a saúde e alimentação, devido ao ritmo de trabalho;
  • Isolamento, evitando socializar e preferindo ficar recolhido, trabalhando;
  • Angustia e ansiedade nos períodos de folga;
  • Cansaço e esgotamento na maior parte do tempo;
  • Faltas injustificadas ou atrasos no trabalho.

Esse distúrbio psíquico foi descrito por um médico americano em 1974, mas suas causas e sintomas continuam sendo muito atuais. Ele é consequência do estresse severo e prolongado.

A síndrome tem como principal característica o estado de tensão emocional e estresse crônico provocado por condições de trabalho física, emocionais e psicológicas desgastantes.

Independente de sua carreira ou cargo, qualquer profissional pode estar exposto a ela, principalmente aqueles que trabalham com envolvimento interpessoal direto e intenso.

Sinais e sintomas da Síndrome de Burnout

Há diversos sintomas que um profissional com a síndrome de burnout pode apresentar. O principal sintoma sentido pelos funcionários afetados é a sensação de esgotamento físico e emocional que passará a afetar o comportamento dessas pessoas, refletindo em atitudes negativas, como:

Sintomas emocionais:

  • Agressividade;
  • Isolamento;
  • Mudanças bruscas de humor;
  • Irritabilidade;
  • Falta de apetite;
  • Dificuldade de concentração;
  • Lapsos de memória;
  • Ansiedade;
  • Depressão;
  • Pessimismo;
  • Baixa autoestima.

Sintomas físicos:

Além de ter o emocional abalado, o paciente pode ser afetado com sintomas físicos, como:

  • Dores de cabeça;
  • Enxaqueca;
  • Cansaço;
  • Sudorese;
  • Palpitação;
  • Pressão alta;
  • Dores musculares;
  • Insônia;
  • Asma;
  • Distúrbios gastrointestinais, respiratórios e cardiovasculares;
  • Em mulheres também é comum alterações no ciclo menstrual.

Muitas pessoas podem ter algum desses sintomas acima por diversos outros motivos. Inicialmente, pode até ser confundido com depressão, por isso é importante um diagnóstico exato.

Estresse X Burnout: qual a diferença?

Ambas as condições apresentam características semelhantes, sendo diferenciadas, principalmente, pela duração. O estresse costuma se manifestar em períodos mais curtos, sendo ocasionado por algo mais específico. É possível que você permaneça estressado durante vários dias consecutivos por conta de um projeto no trabalho, por exemplo, mas, depois que você consegue entregá-lo, o estresse alivia. 

Como evitar a síndrome de burnout?

Para prevenir a síndrome de Burnout, o profissional deve evitar a sobrecarga, equilibrando a vida pessoal e particular. Afinal, é impossível produzir bem quando se está sempre cansado. Confira algumas dicas:

Valorize os períodos de descanso

Evite ficar muito preocupado com suas obrigações durante os momentos de lazer. Você não pode estar em dois lugares ao mesmo tempo. Respeite seus os horários de trabalhar, comer e dormir. Cumpra criteriosamente seu período de almoço e não deixe de dormir para trabalhar em casa. Você precisa desse tempo para recarregar e render novamente.

Cuide do bem-estar do colaborador

Programe horas de lazer sozinho, com família e com amigos. O mais importante é desconectar-se do trabalho durante esses momentos.

A Síndrome de Burnout pode ser evitada, com intervalos para relaxar e não deixando que sua vida seja totalmente consumida pelo trabalho. Recarregando-se, você produz mais quando estiver, de fato, dedicado a essa atividade, pois seu corpo e mente estão operando em capacidade total. Dessa forma, é importante que a empresa crie uma verdadeira cultura de saúde.

Ofereça um propósito

uma das causas mais comuns do esgotamento profissional é a existência de um espaço entre o que a pessoa está fazendo e o que ela realmente gostaria de fazer . A infelicidade no trabalha facilita o surgimento do estresse crônico, pois a pessoa não deseja realmente estar exercendo aquela função.

Elimine trabalhos desnecessários

quando a pessoa realiza tarefas que poderiam ser simplificadas ou até mesmo eliminadas, ela acaba trabalhando em excesso e ficando mais cansada ao longo do tempo. Por isso, é importante parar para avaliar tudo que está sendo feito e delegar as atividades mais importantes. 

Administre o seu tempo

é importante ter controle do seu tempo para evitar a Síndrome de Bornout. Saiba separar trabalho e lazer, sempre aproveitando muito bem o tempo em que está fora da empresa.

O que achou das dicas? Sua empresa oferece um ambiente de trabalho saudável e propício para a saúde mental? Compartilhe sua experiência nos comentários!

DATA
04-01-19
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