Coronavírus: devemos nos preocupar?

O que é o novo coronavírus? 

Consiste em um vírus que ataca o sistema respiratório e se espalhou a partir da região de Wuhan, na China, e deixou todo o planeta de prontidão para uma possível epidemia. 

O novo vírus é apontado como uma variação da família coronavírus e foi nomeado oficialmente pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como COVID-19, em 11 de fevereiro. Nas últimas semanas, o que fez soar o alerta internacional foi o número de infectados no país asiático (com dados apontando para 78.190 casos até o último dia 26/02). No dia 17 de março, já alcançamos a marca de 194.873 casos ao redor do mundo.

No mundo, os dados apontam para cerca de 194.873 casos confirmados e mais de 7.865 mortes. Em média, a pandemia consiste em um índice de letalidade de 3,4%. Fora da China, o porcentual é de 1,4%.

Como é transmitido e quais são os sintomas?  

De acordo com o pneumologista Elie Fiss, professor titular da Faculdade de Medicina do ABC:

“O COVID-19 normalmente é transmitido pelo ar, por meio de tosse ou espirro, contato pessoal próximo ou com objetos e superfícies contaminadas”.

Segundo o especialista, o novo vírus causa, em geral, sintomas e sinais clínicos. Os mais referidos são: mialgia, febre, calafrios, tontura, dor de garganta, coriza, náusea, vômitos, diarreia e dor abdominal. Em caso mais graves, pode evoluir para pneumonia ou outras doenças.

Existe tratamento? 

Até o momento não existe tratamento específico para combater o COVID-19, sendo possível realizar apenas tratamento de suporte. 

Porém, já existe um esforço para o desenvolvimento de uma vacina contra a doença, para que possa inibir a replicação do vírus nas células do hospedeiro. 

E, nós, brasileiros, devemos nos preocupar?

O Ministério da Saúde confirmou no dia 26 de fevereiro, o primeiro caso de COVID-19 no Brasil e na América Latina e o segundo no Hemisfério Sul, depois da Argélia.

Até a última atualização desta postagem, há 428 casos confirmados no país (última atualização em 19/março). O primeiro teste positivo no Brasil, foi obtido através do diagnóstico de um homem de 61 anos que esteve no norte da Itália, onde recentemente houve um aumento expressivo no número de casos da doença.

Como devemos nos prevenir?  

De acordo com especialistas da área da saúde, agora é que poderemos acompanhar como este vírus vai se comportar em uma região tropical, durante o verão. O objetivo é que tais países agora possam antecipar como será o padrão de disseminação da doença no hemisfério sul.

Entretanto, a principal medida de prevenção é não viajar para a China e outros países asiáticos, bem como evitar regiões que possam vir a alojar os surtos.

Porém, de toda forma, são aconselhadas algumas medidas básicas de proteção. Apesar de serem dicas básicas, tais recomendações também se aplicam a outros agentes infecciosos transmitidos pelo ar e por gotículas de saliva. Confira alguns exemplos: 

  • Evite aglomerações e contato próximo com outras pessoas; 
  • Cubra o nariz e a boca com lenço descartável ao tossir ou espirrar (e descarte o material em local adequado);
  • Lave as mãos a cada duas horas e principalmente após passar por estabelecimentos ou transportes públicos;
  • Procure não tocar olhos, nariz e boca;
  • Não compartilhe copos, toalhas e objetos de uso pessoal.

Vale lembrar que, dependendo do local, deve-se utilizar máscaras que cubram boca e nariz. No mais, toda informação é sempre bem-vinda, principalmente em casos de epidemias globais e seus efeitos causados na humanidade.

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Fontes: Medscape.com, Ministério da Saúde e Hospital Israelita Albert Einstein.  

DATA
27-01-20
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