Coronavírus: devemos nos preocupar?

O que é o novo coronavírus? 

Trata-se de um novo vírus que ataca o sistema respiratório e se espalhou a partir da região de Wuhan, na China e deixou todo o planeta de prontidão para uma possível epidemia. O que fez soar esse alerta foi o número de vítimas no país asiático (somando 170 casos de morte, até o momento desta postagem), sobretudo para o risco de pneumonia e insuficiência respiratória em pessoas mais velhas e que já tenham outras doenças. 

Como é transmitido e quais são os sintomas?  

De acordo com o pneumologista Elie Fiss, professor titular da Faculdade de Medicina do ABC:

“O coronavírus normalmente é transmitido pelo ar, por meio de tosse ou espirro, contato pessoal próximo ou com objetos e superfícies contaminadas”, explica o especialista.

Segundo o profissional, o novo vírus causa, em geral, sintomas e sinais clínicos mais referidos, como: mialgia, febre, calafrios, tontura, dor de garganta, coriza, náusea, vômitos, diarreia e dor abdominal. Em caso mais graves, pode evoluir para pneumonia ou outras doenças mais graves.

Existe tratamento? 

Até o momento não existe tratamento específico para combater o coronavírus de Wuhan, sendo possível realizar apenas tratamento de suporte. Porém, já existe um esforço para o desenvolvimento de uma vacina contra a doença, para que possa inibir a replicação do vírus nas células do hospedeiro. 

E, nós, brasileiros, devemos nos preocupar? Como devemos nos prevenir?  

Não há motivo para alarmismo. Cabe frisar: todos os casos da doença têm relação direta com os territórios chineses acometidos, que inclusive já foram isolados. Por aqui, apareceram alguns casos suspeitos, porém nenhum destes foram confirmados pelas autoridades competentes.

Entretanto, a principal medida de prevenção é evitar viajar a Wuhan e região, bem como as cidades que possam vir a alojar os surtos. Se inevitável, são aconselhadas algumas medidas básicas de proteção, que também se aplicam a outros agentes infecciosos transmitidos pelo ar e por gotículas de saliva, como por exemplo: 

  • Evite aglomerações e contato próximo com outras pessoas; 
  • Cubra o nariz e a boca com lenço descartável ao tossir ou espirrar (e descarte o material em local adequado);
  • Lave as mãos a cada duas horas e principalmente após passar por estabelecimentos ou transportes públicos;
  • Procure não tocar olhos, nariz e boca;
  • Não compartilhe copos, toalhas e objetos de uso pessoal.

Vale lembrar que, dependendo do local, compre e use máscaras que cobrem boca e nariz. No mais, toda informação é sempre bem vinda, principalmente em casos de epidemias globais e seus efeitos causados na humanidade.

Fontes: Medscape.com, Ministério da Saúde e Hospital Israelita Albert Einstein.  

DATA
27-01-20
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